02/03/2008

Pais X Adolescentes

De todas as reportagens que li sobre os perigos da Internet, duas me chamaram a atenção. Uma é sobre um estudo realizado nos Estados Unidos, a cerca dos impactos da Internet sobre as pessoas e a qualidade de vida. Os autores deste estudo criticaram o uso excessivo do computador alegando que este comportamento pode causar isolamento social e alimentar o fantasma de um mundo sem contato humano ou emoções. De acordo com este estudo, 55% dos americanos já estão conectados à rede e 43% dos lares do país possuem computadores ligados a ela. Este estudo comprova que a navegação na Internet deixou de ser uma atividade ligada ao trabalho e está cada vez mais se tornando um hábito doméstico ocupando o tempo que antes era destinado a outras formas de lazer e convívio social. Os autores alertam que este tipo de comportamento pode afetar os tele-trabalhadores que, sem perceber, podem não conseguir mais separar o horário de trabalho com os momentos de lazer em família. Não é de admirar que já existam centros de serviços especializados em vício em computador/Internet, que tratam a fixação pela rede conhecida como “distúrbio de adição a Internet” ou “Internet - dependência” ou ainda, “Internet - compulsão”. Isto eu fiquei sabendo ao ler a outra reportagem, onde os psiquiatras afirmam que a Internet pode viciar e se tornar problema psiquiátrico. Eles estimam que entre 6% a 10% dos aproximadamente 189 milhões de americanos usuários do computador padecem desse distúrbio. De acordo com uma psiquiatra da Universidade da Pensilvânia, um dos principais sintomas do distúrbio é a preocupação constante por “estar conectado”, assim como mentir sobre o tempo que passa navegando e sobre o tipo de conteúdo visualizado. Outros sinais do vício são o isolamento social, dor na coluna e aumento de peso.Segundo uma especialista nesta área, se o padrão de uso da Internet interfere no cotidiano ou tem impacto nas relações profissionais, familiares e com amigos, certamente, há algum problema e precisa ser tratado. E agora pasmem colegas, pois a infidelidade via Internet é o maior problema, onde 50% dos que procuram tratamento são os próprios doentes ou parentes que sofrem as seqüelas da infidelidade via Internet. No Centro de Adição Online na Pensilvânia, há um grupo de apoio as “cyberviúvas”, ou seja, esposas de viciados em relações amorosas, pornografia ou apostas via Internet. A pesquisadora aprofunda os estudos sobre este distúrbio no livro ”Caught in the net” (Capturado pela Rede). Pois é pessoal, como diz Moran a tecnologia tanto serve para o bem como para o mal, tudo depende do uso que fazemos dela.

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